Você não irá precisar do seu currículo no futuro

Feito com carinho por:

Gabriel Porto
14 de janeiro de 2019

“Os tempos estão mudando”, “estamos em uma transição de Era”, “agora é a hora da Era Digital”… Essas frases estão ficando cada vez mais comuns no dia a dia das pessoas e das grandes empresas. Se você der uma rápida olhada no Wikipédia ou consultar especialistas sobre Eras, irá perceber que a espécie humana passou por 3 grandes revoluções de Eras: a Agrícola, a Industrial e a da Informação/Digital.

Cada transição de Era causou mudanças no mercado de trabalho e a entrada da nova Era significará o fim do uso do currículo nas empresas.

Na Era Agrícola, que ocorreu entre os anos 10 mil a.C e 8 mil a.C, os membros da sociedade deixaram de ser caçadores-coletores, desenvolveram ferramentas e técnicas agrícolas e se assentaram em um único local para viver.

Já no século XIX, a Inglaterra foi a pioneira da Revolução Industrial e o seu impacto no mundo e no mercado de trabalho foi enorme. Nessa época foram criadas as primeiras grandes fábricas e houve o famoso êxodo rural, ou seja, as pessoas deixaram o campo e foram morar e trabalhar na cidade.

Alguns especialistas associam a Era da Informação/Digital com o surgimento da Internet. A ideia aqui não é entrar no mérito de qual conjunto de fatores ocasionou a transição de Era, mas sim imaginar os impactos disso no mercado de trabalho.

Existe um livro chamado Rise of the Robots, escrito pelo futurista Martin Ford. A profissão do Ford é chamada de futurista, porém o livro é muito real. O livro traz as principais mudanças que as máquinas e a Inteligência Artificial estão causando nos principais setores da economia Norte Americana e mundial.

O mercado está mudando, 60% das profissões que os jovens estudam hoje deixarão de existir em 2030. Se os estudantes e candidatos precisam se ajustar a essa nova realidade, o que falar das empresas?

Sim, estou falando de todas elas, da startup até as grandes multinacionais. Na minha opinião, são elas que precisam de ajustes mais urgentes, porque a maioria delas está mais do que ultrapassada na forma de tratar e lidar com os trabalhadores e as novas gerações.

Como a Know-How fez diferente dos outros

Quando eu fiquei responsável pelo processo de recrutamento e seleção aqui da Know-How em maio de 2018, eu resolvi fazer diferente do tradicional. Normalmente, as empresas abrem as vagas em sites de emprego e o item indispensável é você preencher seu currículo.

Como eu sou uma pessoa que está envolvida 100% com o mercado, processos seletivos e minha dissertação do mestrado está sendo sobre as novas gerações no mercado de trabalho, eu era OBRIGADO a fazer algo diferente da maioria.

A vaga em aberto da Know-How nessa época era para produtor de conteúdo. Ao invés de pedir o currículo das pessoas, eu fiz um formulário no Googles Forms, explicando sobre a Know-How, os requisitos e atribuições de cargo, propus um desafio e compartilhei o desafio em páginas de emprego no Facebook. Um grande desafio para a pessoa… fazer uma redação, de no mínimo 2000 caracteres, pedindo para pessoa falar sobre ela mesmo.

Eu não queria saber do currículo das pessoas, de um simples pedaço de papel que as pessoas tratam como o Santo Graal do processo seletivo. Eu queria conhecer o ser humano da forma mais simples, eu queria ouvir a sua história de vida.

O engraçado é que tiveram muitas pessoas simplesmente copiando o currículo e colando, outras escrevendo 300 caracteres e poucas que atingiram o patamar dos 2 mil caracteres. Depois disso, aconteceu a tradicional entrevista com quem se destacou no texto e a contratação de 2 funcionários para a Know-How.

O fim dos currículos

Agora é minha vez de exercer a profissão de futurista… é fato que o mercado de trabalho irá mudar, muitas profissões deixarão de existir, os robôs vão vir com tudo. O currículo é muito importante ainda, mas acredito que a partir de um momento deixará de ser.

Desde que eu comecei a ser responsável pelos processos seletivos da Know-How, eu proibi analisar o candidato simplesmente pela faculdade que ele faz/fez e pelo currículo.

Para você ter uma ideia, 3/4 dos funcionários aqui da Know-How tiveram a PRIMEIRA experiência profissional aqui (inclusive nosso editor de vídeo e motion que começou aqui com seus 18 anos recém completados).

Quais habilidades serão as mais importantes do futuro?

Isso não uma pergunta simples de responder. Programação, nanotecnologia, biotecnologia, Internet das coisas… tudo isso tá mais forte do que você imagina!

Mas para mim, a habilidade mais importante do futuro e que nenhum robô conseguirá ter é a capacidade de amar, se relacionar com as pessoas e ter um bom coração. Apesar de parecer isso muito filosófico, foi a decisão mais acertada aqui na Know-How.

Atividades repetitivas serão substituídas por robôs. Habilidades técnicas como Excel, photoshop, programação, você pode comprar um treinamento e ensinar à pessoa. Mas a pessoa ter um bom caráter e ser boa de coração, não é algo que você ensina e treina e os robôs estão longe de aprenderem isso.

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