Saiba como vão ser as entrevistas de emprego do futuro!

Feito com carinho por:

Gabriel Freitas
23 de janeiro de 2019

Todos nós sabemos como é realizada a típica entrevista de emprego. Uma ou duas pessoas sentadas (geralmente uma delas anotando e outra fazendo as perguntas) e um respondente (geralmente suando e com as pernas tremendo). As perguntas geralmente são feitas para analisar se o candidato se adequa às exigências da vaga e à cultura organizacional da companhia.

Há quatro meses, 2000 pessoas tentaram ser contratadas pela McKinsey e tiveram uma experiência… diferente. Na entrevista, elas foram colocadas em frente à tela de um computador que mostrava a foto de uma ilha e a frase: “Você é o cuidador de uma ilha onde plantas e animais vivem em uma variedade de ecossistemas diversos”.

Um jornalista do Financial Times chamado Pilita Clark passou por esse processo e contou em seu website como foi a experiência. Ela primeiramente aponta a importância e relevância da McKinsey no mundo dos Recursos Humanos: mais de 750 mil currículos chegam na base de dados da empresa por ano, e menos de 1% deste número é contratado. Além disso, o site Glassdoor, que avalia processos seletivos no mundo todo, considerou, por três anos seguidos, o processo da McKinsey como o mais difícil.

Leia o relato de Pilita sobre o jogo:

“O jogo não era um GTA. Primeiramente, eu tive que descobrir como construir um recife de corais saudável, o que é mais difícil do que parece, mesmo após te contarem quais peixes e corais se dão melhor em determinadas profundidades. Em seguida, eu tive de salvar um bando de pássaros com alguns vírus horríveis.

Eu não acho que meu recife foi uma vergonha completa. Mas à medida que os minutos foram passado enquanto eu tentava calcular as melhores doses de vacina para os pássaros doentes, tudo o que eu parecia estar criando era uma pilha de pequenos cadáveres.”

Pilita diz que tal processo levanta uma questão mais ampla sobre a forma como os empregadores irão contratar seus funcionários no futuro. O jogo da ilha de McKinsey foi criado por uma empresa chamada Imbellus, cuja fundadora, Rebecca Kantar, gostaria de remodelar drasticamente a forma como mensuramos as habilidades das pessoas.

Kantar desistiu da sua graduação em Harvard para se dedicar a convencer as empresas de que as pessoas deveriam ser testadas quanto ao que pensam, e não apenas quanto ao que sabem. E ela parece estar se saindo muito bem. Forbes ranqueou a Imbellus como uma das start-ups que mais recebeu financiamento em 2019.

O cenário é otimista, portanto, tanto para as companhias quanto para aqueles candidatos que se prepararem e confiarem em suas habilidades pessoais e técnicas. A tendência é que os processos fiquem cada vez mais imersos em tecnologia, mais diversos e originais e mais dedicados a analisar habilidades e competências específicas para o interesse da empresa.

Esteja preparado. Seja Know-How.